Santa Catarina precisa de políticas públicas para evitar êxodo rural

Monte Castelo/SC, 04/05/18 – O senador Paulo Bauer (PSDB/SC) vê em ações coletivas realizadas por entidades como a Cooperativa dos Fruticultores do Planalto Norte Catarinense (Cooperpomares) uma alternativa para evitar o exôdo rural. A afirmação foi feita na última sexta-feira, durante visita às instalações da unidade, em Monte Castelo.

Considerada uma das mais promissoras possibilidades de emprego e renda na região, a Cooperpomares gera centenas de oportunidades de trabalho diretos e indiretos. No momento, a unidade vem trabalhando exclusivamente com seleção e embalagens de maçãs.

Mas, de acordo com o presidente da entidade, Rodimar Antonio Piroli, o objetivo é, em um curto espaço de tempo, trabalhar também com a seleção e embalagem de laranjas e de outras frutas. O passo seguinte é avançar para a área de transformação, em especial da maçã. A ideia é produzir polpa da fruta e agregar ainda mais valor ao produto.

Segundo Bauer, que atendeu convite dos cooperativados para visitar as instalações junto com o prefeito Jean Carlo (PSDB), cresce muito a possibilidade do jovem se fixar no campo quando empresas investem na pluralidade de ações. “O jovem vislumbra a possibilidade de conseguir emprego e renda sem precisar deixar a sua cidade natal”, ressaltou o parlamentar.

Para Bauer, isso é algo essencial. Há décadas o estado vem sofrendo com o processo de “litoralização”, com o êxodo de jovens dos municípios menores rumo aos grandes centros. Isso provoca sérios danos para as cidades de grande porte, que passam a receber um excedente de moradores sem ter a estrutura adequada. Mas a situação é ruim também para os municípios menores, que sofrem com a perda de mão-de-obra.

Na avaliação do senador, além de iniciativas como as da Cooperpomares, é imprescindível que o poder público invista em outras ações para evitar a “litoralização”.

“Precisamos de políticas de qualidade para oferecer opções de estudo e trabalho para a juventude em suas cidades de origem. Vejo no fomento para empresas de tecnologia, por exemplo, uma excelente alternativa, como já ocorre em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Lages e Chapecó. É necessário um debate maior entre a sociedade e a classe política para buscarmos alternativas também para municípios de médio e pequeno porte”, comentou.

(Reginaldo Jorge, da Assessoria de Comunicação)